sábado, 27 de fevereiro de 2010

EU bebo com a Morte


Aqui

No lado de errado da cidade

Onde a podridão se arrasta

No corpo desta gente insã

Eu bebo deste veneno em tragos pequenos

Na esperança de que a inconsciencia chegue no proximo copo


Nesta sala

O sente.se o cheiro a alcool

Que no chão se mistura com o sangue

Daqueles que sucumbiram esta noite

Na disputa por mais uma gloria


O que faço eu aqui?

Eu espero que a Morte se sente nesta mesa

Para me dar a oportunidade de

Tal como muitos nesta noite

Derramar sangue em busca de mais uma glória


Ela finalmente chegou

Embrulhada em seu manto

Velho e negro como a noite

Que esconde os ossos desgastados pelo tempo


Senta.se perante mim

E desafia.me para mais um copo

Antes de começar.mos a disputa por minha alma....

E num rápido instante eu bebo com Morte

Com a mesma Morte que esta noite ceifou as almas

Que ainda há poucas horas bebiam comigo

E cujo sangue pintou o chão que piso


Agora, a Morte ergue-se perante mim

De punho serrados

Sempre com o mesmo sorriso

Pronta para perder mais uma vez


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