
Aqui
No lado de errado da cidade
Onde a podridão se arrasta
No corpo desta gente insã
Eu bebo deste veneno em tragos pequenos
Na esperança de que a inconsciencia chegue no proximo copo
Nesta sala
O sente.se o cheiro a alcool
Que no chão se mistura com o sangue
Daqueles que sucumbiram esta noite
Na disputa por mais uma gloria
O que faço eu aqui?
Eu espero que a Morte se sente nesta mesa
Para me dar a oportunidade de
Tal como muitos nesta noite
Derramar sangue em busca de mais uma glória
Ela finalmente chegou
Embrulhada em seu manto
Velho e negro como a noite
Que esconde os ossos desgastados pelo tempo
Senta.se perante mim
E desafia.me para mais um copo
Antes de começar.mos a disputa por minha alma....
E num rápido instante eu bebo com Morte
Com a mesma Morte que esta noite ceifou as almas
Que ainda há poucas horas bebiam comigo
E cujo sangue pintou o chão que piso
Agora, a Morte ergue-se perante mim
De punho serrados
Sempre com o mesmo sorriso
Pronta para perder mais uma vez
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