sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O dia da minha morte

No dia da minha morte
Não quero rosas nem flores coloridas
Não quero choros nem rios de lágrimas
Não quero faces tristes nem promessas malditas
Oh morte que me matou

No dia da minha morte
Eu quero luz e chamas brilhantes
Eu quero risos e histórias de passada felicidade
Eu quero gritos e copos erguidos

Quero a memória do que fui
Quero a alegria de quem fiz sorrir
E os olhares ternos de quem ousei amar
E a glória de meus pecados
Em garrafas agora meio vazias

Pois esse ai não sou eu
Eu lutei até morrer

Fim dos Tempos

As velas aos poucos já se acabam
Quando as pequenas chamas ainda brilham
E extinguem o tempo que nos resta
E o ar que nos sufoca por dentro

As mentiras começam a faltar
E os sonhos que ainda lutam
Ja desta prisão imensa
Fracos, não se escapam

E as mãos calejadas já não agarram
A vida, que por tão magros dedos
Aos poucos se escapa, num sussurro tão só
Que tão fraco apaga a chama imensa
Que aos poucos extingue o tempo que a extingue

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A morte em bafos pequenos

Esta noite tenho muito que fazer.....
Em vez disso, estou so deitado no telhado, deitado, fumando o meu cigarro e olhando as estrelas, consumindo uma por uma as cerejas que trouxe comigo....
Chamo a morte em bafos pequenos, enquanto o fumo sobe na noite, deixando na brisa gelada desenhos engraçados de um cinzento sinistro... Mas a morte nao chega, fica apenas mais perto a cada trago que dou no cigarro e a cada caroço que tento cuspir o mais longe possivel no jardim que, nesta primavera, se enche de cores floridas....
Em vez disso, aprecio os pequenos prazeres da vida e da morte que nao chega..... O ceu, o sabor doce e o fumo amargo.....

Um grito de liberdade, pelos pequenos prazeres da vida

Magia

Devagarinho chego junto de ti
dormes ainda
mulher
criança
meu corpo anseia pelo teu
quero-te minha
preciso que abras os olhos
e me olhes
nesse teu jeito que me provoca
Afasto os lençóis que te cobrem
e o teu corpo surge
na tua lingerie de renda
que te deixa mais nua para mim
O meu desejo aumenta
curvo-me sobre ti
devagarinho
a minha língua
procura os teus seios
ainda cobertos pela frágil renda
sei que acordas
mas finges dormir
na tua boca brinca um leve sorriso
as minhas mãos percorrem-te
chamo-te baixinho
e tu abres os olhos
com esse olhar que conheço
que me leva à loucura
As minhas mãos ansiosas
arrancam a tua lingerie
e tenho-te finalmente nua
teu corpo banhado pela luz rosa
que nos ilumina
A minha boca corre voraz
centímetro a centímetro
na tua pele quente
que se arrepia
Sinto-te entregue
nossos corpos procuram-se
quando as tuas pernas me enlaçam
nossos corpos fundem-se
com o sabor da primeira vez
fazemos movimentos lentos
sem pressa
saboreamos a junção dos corpos
a magia da entrega
Sei que me queres
eu desejo prolongar este momento
nossos corpos são um só
num bailado de desejo
carne
suor
prazer
até ao momento final
em que o prazer nos eleva
como um pássaro de fogo
rumo ao infinito
em uníssono
soltamos o prazer
envolto num grito
Pela noite fora
continuamos abraçados
numa ternura que bem conhecemos
à espera de um novo apelo
de sexo
de amor
em que nos perderemos

domingo, 22 de maio de 2011

Despertar


Doem.me os meus sonho
Doem.me os jardins floridos
E o ar puro nos pulmoes
No momento em que o sol se ergue

Doi.me o brilho de teu branco vestido
E doi.me a brisa fresca na pele
Doi.m a treva que nos esconde
E a luz que nos ilumina pelas brechas da janela

Doem.me os corpos semi-nus
E os mausoleu erguidos da terra
Doi.me a chuva que molha os corpos
E as chamas que ardem eternas

Doi.me ter de deixar o meu mundo
Doi.me o despertar
Ter de deixar os teus sonhos para tras
E ficar neste mundo, tao frio, tao só

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Diana


Meu coraçao
Estava partido
Quando o encontraste
E mil pedaços

E com cada um deles
Começaste a construir teu raino
Tu, rainha das mais belas
Com tuas palavras, simplesmente

E agora, por graça tua
Meu sangue corre agora nas veias
Meu sangue que sujava o chao
Que agora tua lagrimas limparam

Tua simpatia
Limpou minha mente
De trevas, mostrando.me a luz
Que ilumina teu nome

E em minha alma plantaste o teu jardim
No qual és rosa central
Que embeleza meu castelo
No qual és rainha...

«Com cada pedaço em que me partiram, sozinha construiste meu castelo»

domingo, 21 de novembro de 2010